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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Vontade do que é passageiro!

Alguém me acha, por favor! Tá, mas não pode ser qualquer pessoa. Tem que ter um nível aceitável de cultura geral. Uma postura e um entendimento sobre a vida. Sensível, mas nem tanto! Bruto, só naquelas horas. Com boa auto-estima mas sem boçalidade. Sem auto-afirmações... porque vamos combinar que é interessante a descoberta .
Olha que não estou rogando por uma relação duradora. Queria uma doce sensação de encontro misturada com certeza não ácida daquilo que vai passar. É, esses pequenos encontros são efêmeros... por ser efêmero é que vale a pena ser vivido com toda a intensidade quase beira a insanidade. E mesmo que depois eu sofra e chore e diga: Nunca mais vou me permitir fazer uma loucura dessas! Mas sem isso qual a graça de viver solto no mundo? Por isso que me jogo nessas aventuras que me fazem rir e deixam um gosto de que vale a pena se permitir. 


“Doar sangrar trocar
chamar pedir mostrar
 mentir falar justificar

 no cais chorando
não sou eu
quem vai ficar dizendo adeus

 batucada macaco no seu galho
 da roseira em flor da laranjeira
 amor é choradeira

 horror a vida inteira
 à beira da loucura
 e a dor e a dor e a dor e a dor” *

* Poesia de Tulipa Ruiz